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(Comentário – escrito originalmente por mim – publicado em resposta a uma reflexão sobre o egocentrismo, que me apetece partilhar! 03-11-2012;

FOI REVISTO, após a publicação no Facebook, dado que uma 2ª leitura, mais tranquila, fez perceber alguns erros de ‘casting’)

Sabes que vejo cada PESSOA (e começo por mim, qual ‘provete’ dos meus ensaios) como uma árvore?

Bem, a árvore tem a vantagem de não ter costas, é certo, e de, estando quieta e porque não tem costas, estar voltada para todo o mundo;

Nós, pobres humanos, escondemo-nos à noite, pelo menos, debaixo de um tecto e para nos voltarmos de frente para todo o mundo temos que nos mexer.

Voltemos à árvore e olhemos para ela como exemplo:

Nasceu ou foi plantada num qualquer sítio de qualquer parte do mundo e vai esperar que os seus Pais (a Natureza e os ‘elementos’) ou o seu Mentor (o Jardineiro) a alimente, limpe e trate do seu crescimento;

Desde esse momento, estará sempre – seja qual for o ponto do globo terrestre em que se encontre, no CENTRO do UNIVERSO [tal como nós!: se estiveres ao ar livre, com seja quem for, olha para o céu e diz-me quem está exactamente no centro da abóbada celeste que vês: tu ou algum dos que estão contigo? (Nota – a Resposta certa à pergunta anterior – dita por ti – é: EU!)]; é EGOCÊNTRICA – tem o EU, o ego, no centro do universo;

Ali quieta, recebe água e vai sendo formada pela sua própria energia e pela acção de influências externas que não controla (os insectos, as borboletas, os pássaros, os ventos, a chuva e o sol), tal como com cada um de nós acontece (gente que passa, familiares, autoridades, professores, agressores ou amigos);

Cresce e começa a demonstrar SER já algo ‘crescido’;

Passa, então, a produzir:

Parte do que produz, serve para si mesma (os ramos para lhe dar beleza, as folhas para lhe proteger o tronco da chuva e do sol em demasia, alguns frutos que, sorrateiramente, deixa cair para que alimentem de novo a sua raiz);

Mas, quase tudo o que produz é para OFERECER: aos Pais (a Natureza e os seus elementos, relembro), dado que os tais frutos que caem os vão alimentar a eles e ajudá-los a alimentar novos ‘filhos’; ao Mentor, o Jardineiro, que vai colher ou beneficiar de alguns dos frutos resultantes do seu trabalho; a tantos outros que, conhecendo-os ou não pelo nome, vão poder usufruir dos seus frutos, do Chá preparado com as suas folhas ou até – egoístas esses na maioria dos casos -, da sua madeira, numa altura em que acham que é tempo de explorar esta fonte de rendimento ou acabar com aquela vida.

As árvores mais produtivas – as que mais DÃO – são sempre alvo de grande atenção e carinho, e serão recordadas por muitas gerações; o que dão até pode ser intangível: o seu perfume, ou o charme, que emprestam ao local onde estão, ou a sua grandiosidade que nos permite beneficiar de sólida sombra;

As que pouco ou nada produzem, no entanto – as que, portanto, só estiveram ali a comer e a beber o que lhe deram – tendem a ser desprezadas, abandonadas e por fim, cortadas e esquecidas.

Não se passa o mesmo connosco, pobres humanos?

Sejamos, então, o mais produtivos possível, para podermos passar a dizer:

RICOS HUMANOS!

Um exemplo de um humano – egocêntrico, repito! – que se vê como uma árvore:

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