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Como saberá, aderi de imediato, mal veio à luz, a este Projecto que – sinto-o – é também meu!

A partilha de informação sobre ele nos vários grupos a que aderi no Facebook gerou esta necessidade de expôr o que preconizo, que agora faço.

Não peço aplausos, ou comentários ao estilo ‘assembleia da República’. Peço que pense, também você, e traga para a rua as suas propostas de ACÇÃO. Portugal – você e eu – precisa de ACÇÃO, por parte dos seus membros.

Quando falo – em termos que podem parecer mais eruditos do que na realidade são – de ‘Transformar a Entropia Crítica em ENERGIA CRIATIVA’ é disto que estou a falar: acabar com a manifestação crítica que se esgota em si mesma, gerando mais mal-estar e menos resultados, usando as razões de tal crítica para produzir novas soluções possíveis que eliminem a razão daquelas.

Para ilustrar:

Se eu não gosto da forma como sou atendido num restaurante, tenho duas posturas possíveis:

a) criticar com os meus amigos – que não têm culpa nenhuma, nem razões para intervir -, e deixar de o frequentar; ou,

b) propor a alteração do que vi e não gostei, ao responsável por tais factores, apontando-lhe, uma a uma, as minhas expectativas – sugestão de soluções, se preferir – quanto ao que deve estar onde agora há desagrado.

Até é mais simples do que parece.

E, se for feito com este espírito positivo que preconizo, habitualmente não implica custos e tem resultados.

Voltando ao Projecto Portugal FAZ! e ao que aconteceu:

Mais gente do que eu esperava declarou ‘Gosto!’ na dita publicação (partilhei em 16 locais diferentes);

Menos gente do que eu esperava declarou ‘Gosto!’ na página do próprio Projecto.

Em um dos grupos em que postei – e, curiosamente, no que se dedica a um Filósofo Português – apareceram dois comentários que são – passe a expressão – mais do mesmo:

P. B. – ‘Fazer o quê?‘, e

E. A. – ‘Tem razão, P. B., fazer o quê? O texto é muito, muito vago.

É a isto que chamo Entropia Crítica:

Um preocupou-se em ‘receber’; pede que lhe digam o que é preciso ser feito… como se, ele próprio, fosse incapaz de gerar uma ideia;

O outro, aproveitando aquele desconforto, acrescentou-lhe condimentos. Esquecendo-se que das suas próprias ideias pode gerar um movimento positivo, vem acrescentar críticas (leia-se: lixo) onde antes – do primeiro comentário – se falava em esperança e crença e se apelava à ACÇÃO e não a outra coisa qualquer.

Respondi – ‘Reagi respondendo’, se quiser ler isto assim – em três momentos:

1. Directamente:

‘Fazer o que é preciso, em cada cidade, bairro, lugar. Interessarmo-nos por aquilo que podemos melhorar à nossa volta e fazê-lo, em vez de nos sentarmos a abanar a cabeça e dizer, apenas, ‘isto não está nada bem…’. Não pode haver, como o Filósofo ali acima bem sabia, uma única resposta.’

2. Com uma proposta aberta:

Coloquei um novo post com uma chamada para a participação, com ideias, num evento GLOBAL que se vai realizar na próxima semana

‘Aceito sugestões para um evento a organizar pela COLABORAÇÃO – Associação de Consultores

SGE 2011
http://www.sge.org.pt’

3. E com uma proposta de solução em concreto:

‘Entretanto, e para não dizerem que assim é fácil, e tal… apresento uma sugestão:

Que é preciso fazer para criar um Banco Social em cada cidade, ou cada concelho, em Portugal? Dia: 4ª feira, dia 19, no Jardim do Passeio Alegre, no Porto, junto ao coreto, das 14:30 às 20:00h. Levem papel e lápis, ideias e sugestões.

SGE 2011
http://www.sge.org.pt’

Agitado, como confesso ter ficado, não me consegui deitar cedo, nem dormir direito, nem ficar na cama.

Apesar das interrupções que uma família provoca numa manhã de domingo, decidi vir acrescentar ideias que vos possam soar como VOSSAS (leia: como ‘MINHAS’ – e refiro-me a si!). Vejam lá se alguma vos interessa aprofundar e nela querem PARTICIPAR ACTIVAMENTE:

1. Melhorar a imagem da Cidade, da Vila, ou da Aldeia onde moro:

Sugestão:

a) defina três ruas pelas quais passa diariamente;

b) veja do que não gosta (fachadas degradadas; janelas partidas ou substituídas por blocos de tijolo ou de cimento; baldios abandonados ao lixo; passeios descuidados; falta de caixas de recolha de lixo; invasão desordenada da rua pela mercearia ali da esquina)

c) proponha alternativas. Volto a sugerir:

c.1 Fachadas degradadas: juntar um grupo de amigos que se disponha – num sábado à tarde, ou ao fim do dia de trabalho – a ‘lavar a cara’ a cada prédio (se tem um arquitecto amigo pode pedir-lhe que trace, convosco, um plano director da rua – vai ver que até os olhos se lhe põem em chama… e já não controla a mão, esquecendo-se de dizer que isso tem que ser pago…); ou, se faz parte de algum grupo ligado às Indústrias Criativas, juntar os amigos para demonstrar a vossa arte no embelezamento do que também vos rodeia (tal como na alternativa anterior, um plano director da obra a apresentar é aconselhável!);

c.2. Janelas: um bocadinho de imaginação vai permitir a seja quem for, encontrar a solução (uma palete cortada, tapada a plástico baço, encontrado no lixo, por dentro; uma reprodução de um quadro ou de uma fotografia colada sobre uma placa de contraplacado, encontrada no lixo, essa ideia que acabou de ter… tudo serve para embelezar o ‘seu mundo real’);

c.3. Baldios: imagine uma horta comunitária, a produzir os legumes de que necessita para fazer a sopa que quer dar aos sem-abrigo, um jardim infantil alternativo; um palco para expressão artística dos habitantes da terra; uma zona de lazer, à sombra das árvores que ali já estão, prontinhas, ansiosas por terem a quem ser úteis; uma zona de exposição de peças de arte produzidas aí mesmo, pelos seus concidadãos;

c.4. Passeios: colmatar ‘buracos’ com biomassa – eufemismo para o que já se chamou lixo orgânico – e tapá-lo com pedras que recolheu à beira do rio ou do mar, em desenhos criativos; dessa forma que você já pensou e que agora vai descrever, no tal papel de que se fala numa das mensagens que enviei;

C.5. Caixas para lixo: aproveitando caixas de que se ia desfazer e convidando os seus amigos a oferecerem as suas para nunca faltar tal apetrecho;

c.6. Invasão da rua: propondo, sem juízos de valor ou classificação negativa do que agora vê, uma alternativa de decoração e chamamento de Clientes, ou uma arrumação harmoniosa, pela apresentação de um exemplo que viu noutro local ou em desenho próprio, específico, com o cuidado de lembrar que QUER que a sua mercearia prospere e esteja sempre ali, para si e para os outros habitantes da terra;

2. Criar, de raiz, um projecto inovador.

Ofereço, a partir daqui, um conjunto de ideias que fui escrevendo à laia de explicação aos meus filhos de quem era afinal, o homem que se apresentava, austero e distante na maioria das vezes, como seu Pai.

Volto a dizer que não quero aplausos: QUERO que, se encontrar ali alguma ideia que veja como potencialmente SUA, a abrace e lhe dê corpo e vida.

Não quero ter. QUERO SER. E sendo, QUERO SER ÚTIL.

Estão aqui. Leia-as como potencialmente suas. Veja o que é necessário fazer para lhes dar vida. FAÇA-AS ACONTECER. Não virei reclamar quaisquer direitos de autoria!

http://www.slideshare.net/luiscochofel (Chamam-me Lírico – Resigno-me e explico porquê, Iª Parte; … IIª Parte; …IIIª Parte)

CONCLUSÃO

Se queremos começar a mudar, temos que começar a fazer!

Precisamos de envolver os outros, é certo, mas dois já chegam e são o dobro de um!

Comecemos por propostas que não envolvam custos outros que não sejam os da utilização do tempo, da competência que se gerou na paixão pelo que se faz, e da energia do seu corpo – que é sempre infinitamente maior quanto mais empenhado esteja em realizar!

Precisamos de sair para a rua; de nos reunirmos para encontrarmos interesses comuns; de delinear os passos a seguir para os atingir; de nos pormos a FAZER ACONTECER!

Nada será como dantes (verdade única independentemente de fazermos algo ou não…):

Que seja MELHOR!

Contamos CONSIGO, venha ou não juntar-se a nós agora.

Faça à vida o que faz à sua televisão ou ao seu rádio quando está a dar alguma coisa de que não gosta:

‘Transforme a Entropia Crítica (‘não gosto nada desta porcaria…’) em ENERGIA CRIATIVA (mude de canal até dizer ‘É ISTO MESMO!)’, e vai ver que você vai sorrir e nós também!

Obrigado por ter lido até ao fim!

Outros posts neste blog sobre o tema (genericamente serão TODOS), em particular:

https://luiscochofel.wordpress.com/2009/07/01/pensar-portugal/

https://luiscochofel.wordpress.com/2009/07/01/pensar-portugal/

https://luiscochofel.wordpress.com/2011/01/02/cla-colaboracao/

Outros blogs em que escrevi:

http://ideiaaregos.blogspot.com/

http://imaginarcriartentarfazer.blogspot.com/

http://lcdpe.blogspot.com/

Páginas que criei para dar corpo a esta ideia, sem sucesso (por falta de empenho, respaldado na incapacidade financeira – esta real – confesso)

http://ideiasporportugal.webs.com/

Como reparará, vejo a ideia que agora apoio como também MINHA. Que seja também a SUA nova CAUSA!

Estamos à sua espera…

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3 thoughts on “Projecto Portugal FAZ!

  1. Luís,

    As pessoas que realmente se distinguem não têm medo de entrar no escuro e procurar o interruptor da luz. É isso que as faz astutas, corajosas e as que chegam onde os outros não chegam… pois ficaram à porta do escuro e de tudo o que este podia dar. Assumo-me como pessoa inteligente, tal como o vizinho também é, o transeunte da rua ou o tipo mal encarado que por vezes me serve o café. POrtugal é um país de pessoas com cabeça, que fica sem ela quando se olha ao espelho. Ao avaliar-se, o português julga-se sempre algo inferior ao que é. E isso gera um certo medo de enfrentar o desconhecido, muito por culpa de uma fraca auto-estima crónica. Pois bem: a inovação está nesse escuro e na nossa capacidade de o desvendar (tal como neste momento, em que uma formatação deste blogue me faz escrever “por detrás” dos share buttons, mas não tenho medo).Grandes projectos começaram do nada ou do fortuito, da felicidade ou do infortúnio, da escuridão total ou da luz que encandeia. Por isso, tanta coisa se faz sem uma estruturação inicial, tal como este projecto. Significa isso que vai correr mal ou bem? Não sei, mas com vontade farta se dão passadas grandes. E, sem estruturação, algures no escuro, deixo uma ou outra página solta acerca do projecto:
    – Escolher uma pessoa idosa do local em que vivemos, e com quem nos identifiquemos. Ganhar o hábito de falar com essa pessoa de vez em quando, numa base de certa regularidade, ser um ouvinte, engrandecer com os seus lamentos e ensinamentos. Pouca coisa a fará mais feliz.
    – Se tem uma caixa de ferramentas, ofereça-se para ver se há pequenos arranjos em casa dessa pessoa e que possa resolver. Pode não o saber agora, mas mais tarde sentirá o que é a impotência de um idoso face a uma torneira que verte ou uma lâmpada no tecto que fundiu.
    – Por fim, incentive essa pessoa a caminhar, se ela o puder fazer. Se estiver numa cadeira de rodas, ofereça-se para a levar a passear. Se ela precisar de fazer compras, esteja ao dispor para ajudar. Nem sabe o que o ar fresco pode fazer por um idoso… e por si. Caminhe lado a lado, aí está o segredo de aprender com o que ela diz ao ver as coisas no caminho.
    – Já agora, um conselho de amigo: se a pessoa idosa for antipática e sisuda, dê-lhe uma ou mais oportunidades. De simpatia está o mundo das beatas cheio (não generalizando). E, no fim de contas e pelo menos para mim, as múscas que mais amo hoje, são aquelas que me custou a amar, no passado.
    Força!

    Francisco Teixeira
    http://www.consumerbehaviorportugal.com

  2. òptima ideia Luís. Na minha freguesia em Lisboa as coisas estão a começar a mexer: organizam-se recolhas de lixo ao fds e espero que nasçam mais projectos. Sobretudo as pessoas têm de ter a noção que so problemas comuns são de todos e que o espaço público é tb de todos, no sentido em que somos todos responsáveis pelo mesmo. Depois é abrir a critividade e ajudar, dar…e tratar tb da dimensão humana.

    Vou em breve lançar um voluntariado para que quem queira use as suas áreas de saber ou experiência para ajudar os outros, na freguesia. Eu estou a planear ajudar os desempegrados da freguesia a organizarem a sua busca de emprego (cv, candidaturas, redes sociais…) estratégias, orientação de carreira… e sobretudo fazer perceber que alguém se preocupa. Acho que é isso tb que pretendes referir. Construir prositivamente, crescer e dar para o melhor de todos. Parabéns. Abraço

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