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Adoro falar para jovens (de todas as idades – há uns anos encontrei um americano que me disse ‘Hi, I’m Bob, I’m 72 years YOUNG, and I’m enjoying this gift that my PRESENT really is…’, o que traduzido, livremente, daria algo como ‘Olá, o meu nome é Bob, tenho 72 anos de juventude, e estou a apreciar esta prenda que o meu PRESENTE , de facto, é…).

Ao contrário do que a maioria tende a dizer, como tique colectivo, acredito, ou melhor SEI, que cada jovem que encontramos é uma inesgotável fonte de energia que pode ser canalizada para qualquer motivo.

Se, com cuidado, prepararmos a exposição de motivos que os interessem, sabem o que temos, não sabem?

Entusiasmo!

A fotografia que junto aqui mostra a atenção com que me ouvia uma turma considerada ‘terrível’ pelo professor que ma apresentou. Estávamos a fazer uma visita ao espaço da Casa da Torre da Lagariça, propriedade da minha família, desde, pelo menos, 1538, que ostenta, entre outros motivos de interesse, a que é considerada a mais antiga das torres medievais existentes no território que hoje é Portugal e se crê – com muita convicção – que serviu de base ao romance histórico de Eça de Queiroz “A Ilustre Casa de Ramires“.

An informal 'Talk' to students

Ao passarmos na mata (pequeno bosque dedicado ao lazer – aqui, estamos na ‘sala de festas dos Senhores da Casa’) um destes ‘terríveis’ jovens, fez com que um ramo de uma jovem mimosa – a planta, essa sim, uma verdadeira ‘praga’ – açoitasse o colega que o seguia.

Em vez de o recriminar pelo que fez, fiz a pequena palestra informal aqui ilustrada, em que disse mais ou menos isto:

– Viram o que aconteceu ali atrás?… Um dos vossos colegas, provavelmente sem querer, largou um ramo de árvore que bateu no colega que o seguia.
Se o fizesse de propósito, o que é que ele estava a autorizar?… Que cada um de vós lhe fizesse o mesmo, não é?…

“- É, passava a ter esse direito…”, disse um dos colegas

– Por outro lado, digam-me: e se ele segurasse o ramo de árvore para permitir que o outro passasse sem aquele obstáculo?

Quem me respondeu, foi o próprio ‘agressor’:

“- Passava a ter o DIREITO de ser tratado da mesma forma pelos outros…”

Alguns dos colegas riram… Eu bati palmas… Muitos dos colegas e os Professores (é…, passei a escrever Professor com letra grande…) acompanharam-me nas palmas.

O ‘agressor’ disse, então:

‘- Desculpem-me…’

Devem imaginar (senão mesmo sentir), o resultado que esta nova intervenção provocou…

Esta é a PÉROLA maior que retive daquela visita!

Também gostei de ver a fotografia que se segue, porque demonstra que é o detalhe para que aponto que está no centro da atenção enquanto falo e já não eu, o orador:

As visitas à Casa e ao espaço da Quinta e Mata, são organizadas pelo Museu da Câmara Municipal de Resende, são gratuitas, e estão focadas (por mim) na evolução da vida social em Portugal desde o seu nascimento. E essa história é tão rica que nem jovens ‘terríveis’ lhe ficam insensíveis!

‘O que é então uma PÉROLA?’, perguntar-se-ão.

Uso a imagem de uma refeição de ostras; uma sessão de formação, uma conferência, uma palestra, uma conversa informal, uma visita a um sítio que não conhecíamos, como qualquer outro acto de recepção de informação, deve ser visto – de acordo com este conceito – como uma refeição de ostras; a maioria das ostras que encontramos só têm o bivalve; comemo-las e só temos que as digerir; o que nos fica destas ostras é a lembrança de nos ter sabido bem, ou não, ficando os seus ingredientes misturados com os outros que constituem o nosso corpo físico, desintegrando-se enquanto unidade identificável; por vezes, no entanto, encontramos uma pérola escondida no interior da ostra; que fazemos com ela?; claro!, guardamo-la cuidadosamente porque é valiosa, para nós e para os outros; muitas vezes vamos lapidá-la, para que fique ainda mais valiosa…

Venho falar de PÉROLAS, desta vez, porque realizei uma Palestra para jovens de uma Escola Profissional do Porto – a Escola Profissional do Perpétuo Socorro, no Porto – que vão iniciar, agora, a sua vida profissional, começando pelo estágio nas Empresas que os solicitem.

Fui convidado, pela segunda vez, para fazer uma abordagem à atitude dos profissionais, porque, enquanto consultor de uma empresa de informática, tinha recebido alunos desta Escola e me consideraram como um bom facilitador da passagem daquele testemunho.

Tal como da primeira vez, fui preparado para falar durante cerca de uma hora. Falei durante TRÊS horas e meia (!!!), e nem sequer apresentei um Power Point ou um vídeo, que até tinha definido mostrar e que está aqui, no fim deste texto (para só ser visto depois de se ler tudo, está bem?).

No fim da sessão, pedi, como, AGORA, sempre faço, que, depois de digerirem bem esta ‘refeição’ (três horas e meia à mesa… sem pousar os talheres…) me identificassem, QUERENDO, quais as Pérolas que tinham encontrado nas ostras que agora tinham sido servidas.

A resposta, que tenho orgulho, prazer e satisfação de poder partilhar, porque
– recebi autorização de TODOS os ‘identificadores de Pérolas’ para a publicar;
– me indica que mais de 70% daqueles jovens estiveram, não apenas atentos, mas, ‘preocupados em corresponder ao meu pedido;
– a sua publicação pode suscitar interesse em SI, que está aqui agora, por ler mais sobre ATITUDE,

foi ESTA:

(Nota minha, feita AGORA: não alterei nenhuma palavra do texto recebido, tal como o não fizeram os Professores – com letra Grande – da EPPS, por se tratar de depoimentos genuínos; optou-se por solicitar que as pérolas não fossem identificadas)

“O MUNDO EMPRESARIAL / DESENVOLVIMENTO PESSOAL DO COLABORADOR”

Reacção dos alunos pós-palestra:

“Sobre a palestra do dia 17 de Novembro de 2010, retive várias coisas mas das principais foram seguir sempre os nossos objectivos, nunca duvidar das nossas capacidades e trabalhar sempre como colaborador em vez de empregado para o melhor de todos outros. Este Palestra foi muito importante para mim e para o meu futuro, obrigado.”

“Pelo pouco do que vi e ouvi, na palestra que assistimos em relação ao mundo do trabalho, achei interessante pelo facto da pessoa que nos estava a dar a palestra, identificou o que aconteceu no trabalho com pequenos exemplos, o que facilita sempre a compreensão ao “ouvinte”.”

“Se queremos ter sucesso na vida temos de trabalhar para tal”

“Nada é impossível só temos de pensar na solução do problema”

“Quando temos um problema não devemos fugir dele, só temos de pensar fora da caixa.”

“No presente devemos olhar sempre para o futuro, pensar sempre fora da caixa.”

“Nós temos que chegar sempre mais alto, nunca desistir porque somos campeões.”

“Com o exemplo do Ronaldo e o Quaresma, aprendi a ser bom em todos os sectores, ou seja, treinar todas as nossas capacidades motoras.”

“Com exemplo do tenista, deduzi que há uma parte de mim em que sou bom, no entanto, tenho de aprender novas coisas, mas também continuar a treinar naquilo que sou bom.”

“Com o exemplo da palavra CHÁ, tirei a conclusão que “conhecer aquilo que faço, para depois ter a habilidade e o conceito necessário, só ai é que devo ir para o mundo de trabalho e ter atitude e perseverança naquilo que faço”.”

“De acordo com a palestra que nos foi dada, posso concluir que temos que ter criatividade, sabedoria, iniciativa, informação e aproveitamento de todas as oportunidades que a vida nos oferece para podermos vencer. Obviamente dependendo do nosso próprio esforço. Também acredito que realmente um “presente” todo o conhecimento que nos foi passado.”

“Com esta palestra eu apercebi-me de que devo mudar o meu método de trabalho, quer na escola quer no mundo de trabalho.”

“A palavra que mais gostei de ouvir do DR. Luís Cochofel foi da palavra CHÀ.
C=Conhecimento
H=Habilidade
A=Atitude
Querer ser melhor todos os dias;
E ficar “rico” em ajudar as pessoas;”

“Gostei muito da aula e aprendi que tenho que me esforçar mais se quero ter um bom futuro. Acho que com a palestra de ontem, aprendi muito mais da vida no mundo do trabalho e com exemplos muito práticos e de forma clara sem ser uma “seca”, porque estávamos sempre num ambiente descontraído, foi extremamente importante para mim.”

“Depois de ter digerido tudo o que foi dito durante a palestra, posso dizer que o passado e o presente que nós “fabricamos” vão ser o nosso futuro. É preciso passar por muitas experiências da vida e trabalho para se conseguir ter o melhor, fazer o melhor e dar o melhor. O conhecimento é a chave para o futuro, mas também necessário ter “CHÁ ®” (Conhecimento, Habilidade, Atitude e por fim a Resiliência, só assim nos tornaremos os melhores dos melhores.”

“Ontem percebi que pensar fora da caixa é bem mais importante do que algum dia imaginará
CHÁ é o que todos devemos ter
*Parabéns hoje tem um presente.”

“Um discurso motivador, adequado à facha etária presente.
Um discurso que se poderás tornar numa lição de vida para o futuro de todos os presentes”

“CHÁ significa: conhecimento, habilidade e atitude, estás palavras são a chave para sucesso para o futuro.”

“Para chegar longe não podemos pensar que há impossíveis, mas sim acreditar que somos os melhores e que podemos ter o sucesso desejado.”

“As Vezes é preciso pensar “fora da caixa” para ter sucesso na vida.”

“Para ter sucesso é preciso ter CHA, que é competência, habilidade e atitude.”

“Parabéns, porque hoje tem um presente, e Parabéns, por nos ter ensinado a pensar fora da caixa.”

“Sobre o dia 17 de Novembro, cheguei á conclusão que para chegar ao sucesso no mundo do trabalho é necessário ter carácter, habilidade e atitude. Através dos exemplos de vida do Dr.Luis, percebi que nem todos nascem com imensas possibilidades, mas com aquelas características que referi em cima, é mais fácil atingir o topo.”

“Nos criamos o nosso futuro dependendo das nossas acções feitas no presente. A melhor ideia é falar a ideia que tivemos pois isso pode mudar o futuro de muitos. O conhecimento é o bem que temos de mais precioso o que faz de nós pessoas melhores. Devemos praticar as nossas habilidades, mas não só uma, mas sim todas sem nenhuma excepção, porque se praticarmos mais uma umas habilidades do que outras, as outras ficarão mais fracas de modo que não conseguiremos chegar ao nosso destino. Devemos também melhorar as nossas atitudes para que possamos ser pessoas sérias quando devemos ser, mas podemos manter o nosso lado brincalhão. Devemos libertar a nossa energia interior e sermos decisivos no que realmente queremos para a nossa vida.”

“Eu gostei da palestra, e a meu ver falta – me ganhar atitude, e ter alguma confiança em mim próprio. Preciso de ganhar essa atitude e confiança nas minhas capacidades, e estarei pronto para o mundo de trabalho. E para mim Parabéns.”

“Com a palestra de ontem consegui perceber que com o que faço no presente farei o futuro. Obrigado.”

“A mensagem transmitida que mais me fez crer que precisamos é da expressão “Chá” pois quais devem estar presentes para termos sucesso tanto ao nível pessoal como profissional.”

“O que é o CHÁ? Não, não é só uma bebida segundo Luís Cochofel. CHÁ quer dizer Conhecimento, Habilidade e Atitude. A palestra dada pelo mesmo foi muito importante se quisermos ter sucesso na vida, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. “We” ou “oui”, foi das expressões mais repetidas pelo Dr. Luís. Pensa sempre fora da caixa e foi assim que chegou a onde chegou.”

“São óptimas formas de pensar!
“ Pensa fora caixa”
“Querer ser melhor todos os dias” ”

“Desta palestra retirei palavras de motivação para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Devemos acreditar nas nossas capacidades, desenvolve-las, para sermos os melhores dos melhores a executa-las.
O nosso futuro depende da forma como “bebemos o CHÁ”.”

“O “CHÁ” deve estar presente para nós, de forma a conseguirmos obter o sucesso no futuro.”

“Pensar fora da caixa, ou seja, nós durante a nossa vida muitas vezes pensaremos fora dela.”

“Gostei quando referiu que o Sr. Rui tinha ido para o Canadá e tinha começado do zero, agora estava em alta outra vez. Acho uma grande lição de vida para todos nós, marcou – me.”

“Eu achei interessante a palestra de ontem, visto que aprendi algumas coisas com ela. O que conclui com a palestra de ontem foi que nunca se deve desistir do que queremos e lutar sempre. Conclui também que nós todos passamos por dificuldades um dia, mas com dedicação conseguimos ultrapassar qualquer obstáculo. Dou – lhe os meus parabéns e este presente.”

O acesso ao CHÁ! está aqui

A sessão começou comigo a dizer ‘Parabéns! Para vocês e para mim! Temos um Presente! Estamos aqui! Estamos vivos! Vamos desembrulhar este PRESENTE?’

Sobre pensar ‘fora da caixa’ encontram, decerto, múltiplos exemplos no google ou no YouTube.

O vídeo que eu não mostrei, está aqui, como prometi lá acima.

(Parabéns por ter lido até aqui: o seu PRESENTE é maior!)

Também vale a pena rever o exemplo, prático, de ENORME ATITUDE da Dulce Pontes que encontra neste outro post deste blog:

https://luiscochofel.wordpress.com/2009/06/28/que-noite-memoravel/’

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3 thoughts on “Pérolas

  1. Adorei o post, não só pela forma clara com que cada palavra está escrita, mas também, por todo o assunto que nele é traduzido.
    Sem dúvida que desperta uma emoção enorme, em cada um de nós, quando aquilo que ensinamos, é recebido com todo o carinho e entusiasmo, ou até mesmo quando é aplicado, segundos depois.
    A cada dia que passa, aprendemos com aquilo que fizemos, bem ou mal certo ou errada.
    E a piada da vida está em encará-la com um espírito optimista e nunca derrotista.
    Se queremos alguma coisa, temos de lutar.
    E um futuro melhor, depende de nós, está na hora de cada um se aperceber disso*

  2. Bom… como me foi solicitado o comentário, farei, apenas 2 referências:

    a) quanto ao formato, o “post” consegue, do meu ponto de vista, passar BEM a(s) mensagem(/ns), segundo um vector diacrónico sem, contudo, perder a dimensão sincrónica – é, de facto, um “post – it”! Gostei;

    b) quanto ao conteúdo, (e porque já conheço a maior parte das ideias que procura transmitir, crendo que entendi bem os objectivos subjacentes), parece-me que deverá explorar melhor de que forma é “realmente” entendida, pelos diversos receptores, a expressão “fora da caixa” – é um desafio metodológico que aqui lhe deixo(!) (ficando, obviamente, ao seu critério “agarrá-lo”).
    Muitos Parabéns,
    sobretudo pela sua própria resiliência!
    Com os votos dos maiores sucessos futuros,
    Sinceramente,
    Carmen Diego Gonçalves

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