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Há alturas em que isto me acontece com muita frequência: seja qual for o sítio para que olhe com atenção, parece-me que estão a falar para mim.

Neste momento, estou, como tinha avisado no meu status do Facebook, a preparar uma apresentação com o título ‘O Futuro’. Nesse ‘aviso’ peço às pessoas para se prepararem para o tema ouvindo, entre outras, a composição ‘Time and a Word‘ dos YES, que, para quem não conhece, fala do tempo que está certo para ‘mim’ e que é AGORA, e da palavra que está certa para ‘mim’, que é AMOR; ou seja o momento certo para fazer é AGORA, para ter sucesso ‘devo’ fazer com AMOR.

Hoje, ao abrir, por acaso, um ‘rastilho’ de discussão no Linked In dei com isto:

LUCIANE BRAGA O.

Vc pode ou vc pode também…..
Alguém tem algo a acrescentar ? 🙂

e indicava um link para este post de blog:

DOMINGO, 7 DE NOVEMBRO DE 2010

Faça as coisas acontecerem
A dica é de Usman Sheikh

Fazer as coisas não é o mesmo de fazer as coisas acontecerem.

Você pode:

responder seu e-mail
pagar as contas
fazer suas tarefas
completar suas obrigações
seguir o fluxo
antecipar problemas
mirar em ser “bom suficiente”

Ou você também pode:

organizar uma comunidade
se arriscar
criar metas ambiciosas
dar mais do que recebe
mudar seu ponto de vista
criar um novo caminho
criar possibilidade
buscar a excelência
Não se preocupe em só fazer as coisas.

Faça as coisas acontecerem.

# Extraído do super Blog ” EMPREENDEMIA”

Logo que li isto, senti uma enorme necessidade de responder, por um turbilhão de motivos… e fui responder, mas, pelas razões expostas, só deu para isto:

Muito bom artigo: sucinto, mas claro e aguçado (focado se quiser).

Mesmo assim, tenho algo para acrescentar (estou a preparar uma apresentação sobre ‘O Futuro’ e acho que um dos conceitos que vou apresentar, acrescenta – pouquinho, mas alguma coisa -, ao que aqui está dito).

Vou fazê-lo mais tarde (agora tenho um filho aqui ao lado a pedir-me que o leve a casa de um amigo, e tem que ser AGORA!), mas voltarei para o fazer – as oportunidades não se devem perder… – ainda hoje.

Entretanto aguço-lhe o apetite (espero consegui-lo, claro). Foi esta a forma pela qual dei a saber que estou a preparar ‘O Futuro’:

I’m preparing a presentation about THE FUTURE. Can you see the future by starting to listen to these three compositions (not only songs: they’ve been successful due to the COLLABORATION that has ocurred between lyrics, music composer and musicians’ performance): http://www.youtube.com/watch?v=3_yumV4nbKs ; http://www.youtube.com/watch?v=Kzb0lIPpg8o ; http://www.youtube.com/watch?v=Ie78VtBtwBI

Quando cheguei a casa, corri para o meu portátil e, ao abrir a discussão, lá estava mais um comentário, a merecer resposta/apoio/confirmação…

Vejam só o que escreveu a ANGÉLICA LIMA:

Gostei muito do artigo. Às vezes podem ser pequenos passos que podemos dar, mas, se forem feitos com paixão e de forma a dar algo aos outros, muda tudo; afinal nao somos máquinas.

Eu tinha que apoiar este comentário, também!, para além de cumprir o que já tinha prometido. Escrevi:

Voltei, como prometera.

Gostei muito, também, deste novo comentário – da Angélica Lima. Estão a fazer uma competição para ver quem consegue ser mais claro usando o menor número de palavras?

Eu não vou entrar nessa competição… (Falo muito… ou melhor, gosto muito de escrever sobre este assunto. E escrevo muito.).

Espero que já se tenham deleitado com as três músicas que propus ali acima e que, AGORA, estejam prontos para ler o que o artigo oferecido pela Luciane me provocou (não ouviu as músicas…? Então, vá lá, ofereça-se 9 minutos de deleite, escute bem as palavras que ali estão ditas, e volte, que este comentário não deve ser apagado tão cedo… fica aqui à sua espera!):

Sabe que a palavra ‘Parabéns’ significa ‘usa tudo o que tiveste até hoje PARA gerar novos BENS’?; isto é, não estamos a felicitar alguém por ter chegado até aqui – o dia de aniversário, o 1º prémio na corrida de sacos, etc. – mas a propor-lhe que aproveite todo o conhecimento e habilidade que atingiu até AGORA para, no futuro – que só vai começar AGORA, e, portanto, não existe – poder gerar melhores coisas ainda.

Isto dito, como é que eu vou falar do futuro se digo que o futuro não existe?

Um arquitecto, quando projecta uma nova casa…: a casa já existe? Não, pois não?

Como é que o arquitecto chegou ao ponto de desenhar a casa?

Em criança, por certo, gostou de casas. Começou, sem querer, a reparar em detalhes. Viu coisas mal feitas e achou que podia…, oh!, de certeza que faria melhor e começou a fazer uns riscos. Se calhar, um dia, a brincar, alguém mais velho, que ele considerava ‘importante’, disse-lhe ‘eh! pá… tu és arquitecto…’

Nesse momento os seus olhinhos brilharam… Tinha sido RECONHECIDO no seu trabalho (conjunto de acções desenvolvidas com base em conhecimento e habilidade, no uso de tal conhecimento, cujo resultado será tanto melhor quanto mais firme for a ATITUDE de quem o produz) e agora era isto que ele ia querer ser!

ARQUITECTO…, já sonhava.

Começou a imaginar o que podia fazer, mas, sem o notar, o que o fazia procurar ser o MELHOR Arquitecto do Mundo, não era o prazer de quem viesse a habitar nas casas que iria projectar, mas a repetição, se possível aumentada, do sentimento de prazer que tinha tido daquela primeira vez… ARQUITECTO…, sonhava. O MELHOR Arquitecto do Mundo…!

O que este potencial Arquitecto fez, a partir daquele primeiro momento, foi: Gerar Motivos para a (sua própria) Acção. Tenho a certeza que o fez de forma apaixonada. É fácil apaixonarmo-nos pelas ideias que geramos, não é?

(Já deve ter ouvido, ou até lido, a palavra Motivação, confundida com isto… Eu acho que a Motivação – sentimento – dura três minutos, no máximo: por exemplo, ao entrar para o meu novo emprego eu entro motivadíssimo, emocionalmente, mas passados três minutos preciso de ter Motivos para a Acção, para garantir, racionalmente, que o meu trabalho vai ter resultados; por vezes, e ainda antes de chegar à secretária que me foi destinada, já estou com dúvidas sobre se realmente era esta a empresa para que eu deveria ter entrado… – aqueles cochichos quando eu passei, aqueles olhares maliciosos em que só reparei HOJE, a ‘lasca’ de madeira que falta no tampo da minha secretária, o lixo que vi junto ao bar…).

A partir daqui, falta FAZER. E, se acredito no que quero fazer, deve ser feito de forma envolvida, apaixonada.

Quando é que se FAZ?

No passado? Não que já passou… já não pode ser alterado.

No Futuro? Não, porque não existe… só vai começar agora…

No Presente? Claro… AGORA, como diz a música dos YES que está em 2º lugar das três que vos propus.

Então como é que eu falo do Futuro se acho que ele não existe?

Voltemos ao arquitecto. Já era arquitecto, quando, em miúdo, lhe disseram ‘eh! pá… tu és Arquitecto…’?

Não.

O que acontece é que as acções dele, em cada Presente, foram no sentido de se tornar, no Futuro da criança que ainda era, um Arquitecto.

O que é que ele construiu com as suas acções?

Antes de projectar casas, ou prédios (de que dificilmente será o construtor), o que ele construiu foi o seu Futuro.

O que é que usou, para o construir? O PRESENTE (época), cada presente (acção), cada Presente (prenda, dádiva, como, neste caso, o foram a memória das casas de que gostou, o que viu mal feito e o RECONHECIMENTO que experimentou e sentiu)!

Já reparou que os Adultos – gente séria e que discute notícias más com ar de resignação superior – vão às compras neste mês de Novembro e no de Dezembro para comprar ‘Prendas’ para as suas crianças?

E que as crianças estão a ferver por que chegue a hora de abrir os ‘PRESENTES’?

Já deve ter percebido o que eu quero dizer com tudo isto:

Que estar vivo é uma dádiva; que o PRESENTE é uma Prenda; que devemos sentir-nos felizes por termos um PRESENTE em que podemos construir o nosso próprio FUTURO.

Basta FAZER! Agir! Com um plano… Não estou a falar de um ‘business plan’ de 74 páginas. Estou a falar de planear qual o prazer que quero sentir, em resultado de ‘que acções’ minhas. E não deixar de executar, com um crescente brilho nos olhos as acções que nos levam lá, porque a cada minuto que passa o Futuro está mais próximo (vai começar AGORA!).

Obrigado por me terem feito crescer o brilho que apareceu nos meus olhos com a leitura do artigo de blog da Luciane!

Sinto-me mais rico, só porque escrevi isto!

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One thought on “Sobre ‘O Futuro’…

  1. Pingback: 2010 in review « Luis Cochofel's Blog

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